Terça-Feira, 20 de Novembro de 2018

Política
Quinta-Feira, 18 de Outubro de 2018, 16h:36

TENSÃO NA CÂMARA DE CUIABÁ

Vereador Abílio defende motoristas de Uber contra cobrança de taxa

Prefeitura quer cobrar taxa de fiscalização e registro na Semob

Redação

Divulgação/Facebook

Vereador Abilio Brunini Júnior (PSC)

“Quero fazer uma indicação para a Prefeitura de Cuiabá. Que retire o projeto de pauta, que converse com os motoristas, que busque referências, que se capacite pra discutir a pauta e que não prejudique os trabalhadores, as pessoas de bem porque aquele que nada faz, nada produz e vive de ‘mamar’ nas costas do povo, às vezes quer explorar ainda mais o trabalhador e as pessoas que mais precisam”, defendeu o vereador por Cuiabá, Abílio Júnior.

Em defesa dos motoristas de Uber, Abílio Júnior (PSC), pediu - e conseguiu - a retirada hoje (18) do Projeto de Lei elaborado pela Prefeitura de Cuiabá para regulamentar o serviço de transporte de passageiros via aplicativo. A proposta prevê a exigência de cadastro junto à Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob) e pagamento anual de taxa de fiscalização, no valor de R$ 187,19.

Reprodução

Vereador Abílio

Vereador Abílio Júnior (PSC)

O clima ficou tenso, com motoristas batendo no vidro que separa o plenário da galeria. A sessão chegou a ser suspensa e retomada meia hora depois. A PM chegou depois que os ânimos estavam calmos e o projeto retirado da pauta.

“Não dispomos de nenhum benefício, apesar de pagarmos taxas e mais taxas, cobradas automaticamente no ato da contratação dos serviços de transporte. Os motoristas de aplicativo não têm nenhum benefício. Não é justo isso. Não temos sequer carteira assinada, nenhum tipo de apoio. Deve ser ressaltado que não discordamos de pagar taxas, desde que elas também se revertam em benefícios à categoria”, disse um dos motoristas presentes.

A Prefeitura de Cuiabá estaria tentando aumentar a arrecadação "para conseguir cobrir o reajuste concedido para servidores da Educação", segundo afirmação de uma fonte do Caldeirão News. Pressionado por protestos, o prefeito "autorizou o reajuste, aumentando o gasto com a folha de pagamento sem saber de onde vai tirar".

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