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Política
Segunda-Feira, 13 de Janeiro de 2020, 15h:46

OPINIÃO

Não há "Engov" que ajude a digerí-los

Jô Navarro

Reprodução

Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, e Davi Alcolumbre, presidente do Senado, ambos do partido Democratas, personificam o que existe de mais abjeto na política brasileira. Manobram descaradamente para proteger políticos corruptos que desviam recursos de estatais, ministérios, partidos políticos e os que nadam de braçada no caixa 2 de campanha.

Rodrigo Maia, que também é investigado por corrupção e lavagem de dinheiro, cujo sobro, Moreira Franco é réu pelos crimes de organização criminosa e obstrução de Justiça, articula colocar em pauta o fim do foro privilegiado para crimes comuns cometidos por políticos. Depois de deformar o pacote anticrime, Maia pretende, segundo o jornal O Globo, aprovar uma emenda do deputado Luiz Flávio Gomes (PSB) ao projeto aprovado pelo Senado em 2017, para blindar os políticos. A emenda maliciosa IMPEDE JUÍZES DE 1ª INSTÂNCIA DE DECRETAREM A PRISÃO E QUEBRA DE SIGILO dos políticos investigados.

No Senado, Davi Alcolumbre se contorce para continuar impedindo o trâmite de medidas anticorrupção, a CPI Lava Toga e os pedidos de impeachment contra os ministros do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli e Gilmar Mendes.

Travestidos de democratas, trabalham incansavelmente em benefício próprio e de um punhado de bandidos do colarinho branco.

Não há 'Engov' que ajude a digerí-los.

 

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