Quarta-Feira, 18 de Julho de 2018

Política
Terça-Feira, 01 de Maio de 2018, 10h:02

CUIABÁ

MPE alega possíveis danos à sociedade para pedir afastamento de prefeito

Na justificativa da ação o promotor de Justiça Clóvis de Almeida Júnior supõe possíveis danos à sociedade cuiabana

Jô Navarro

Secom/Cuiabá

Muita expectativa na prefeitura de Cuiabá, que recebeu na sexta-feira (27-04), véspera do feriado prolongado do Dia do Trabalho, a notícia do pedido do MP de afastamento do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB). Caso seja aceito pelo TJMT, o vice-prefeito Niuan Ribeiro disse que assumirá a gestão do município, apesar de estar trabalhando para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados.

Tentamos ouvir o prefeito Emanuel Pinheiro, mas ele não retornou a ligação. O chefe de gabinete do prefeito declarou que não é prudente comentar o pedido de afastamento antes de tomar ciência dos autos. "Creio que seja prudente ter acesso aos autos antes de qualquer manifestação", disse.

A ação é relacionada ao esquema de pagamento de propina a deputados estaduais pelo ex-governador do Estado Silval da Cunha Barbosa. Segundo o MPE, o esquema consistia no pagamento de vantagem ilícita no valor de R$ 600 mil, divididos em 12 parcelas mensais de R$ 50 mil cada. À época Emanuel Pinheiro exercia mandato de deputado estadual e foi filmado guardando maços de dinheiro no paletó. Ele alega que o dinheiro era de uma dívida do governador com seu irmão Popó, sócio de uma empresa de pesquisas.

Segundo o Núcleo de Combate à Corrupção (Naco), o prefeito deve ser afastado considerando que  “não reúne os requisitos morais necessários para continuar no exercício da função de prefeito do Município de Cuiabá, já que o cargo ocupado lhe permite acesso a uma posição em que poderia causar grandes danos à sociedade que representa. Além disso, tal posição lhe permite acesso a uma série de entraves que poderiam vir a prejudicar a instrução processual e o desenvolvimento do processo judicial”.

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Ações

Foram acionados no dia 27 de abril, além do ex-secretário de Estado e réu na Operação Sodoma, Pedro Nadaf, os ex-deputados Emanuel Pinheiro e Luciane Bezerra que atualmente exercem, respectivamente, os cargos de prefeitos de Cuiabá e Juara. Além da indisponibilidade de bens dos acusados, o MPE requereu o afastamento de Emanuel Pinheiro do cargo de prefeito de Cuiabá.

No dia 24 de abril o promotor de Justiça Clóvis de Almeida Júnior, membro do Naco, ofereceu denúncia contra 7 flagrados em vídeo recebendo suposta propina do ex-chefe de gabinete de Silval Barbosa. Foram acionados o ex-governador Silval Barbosa, Silvio Cezar Correa Araújo, Valdísio Juliano Viriato, Maurício Souza Guimarães, Airton Rondina Luiz, Vanice Marques, Carlos Antonio Azambuja, Ezequiel Ângelo Fonseca, Alexandre Luis Cesar, Hermínio J Barreto, José Domingos Fraga e José Joaquim de Souza Filho.

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