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Política
Segunda-Feira, 22 de Outubro de 2018, 11h:05

KLEBER NEGA CAIXA 2 DA KGM

Kleber Lima, Antero, FCS e Vetor receberam juntos R$ 2,36 mi do Caixa 2 de Pedro Taques, afirma delator

Mais um capítulo escabroso da "delação tsunami" do empresário Alan Malouf

Cícero Henrique

Gcom/MT

O conjunto de provas entregue pelo empresário Alan Malouf ao MPF lista pagamentos de caixa 2 da campanha de Pedro Taques (PSDB) em 20014 para diversas empresas, sites e marketeiro. A delação premiada de Alan Malouf foi homologada em abril, mas só teve o sigilo suspenso pelo ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), na última sexta-feira (19).

Desde então a imprensa independente começou a divulgar detalhes da delação, com fartura de documentos, que revelam os bastidores da campanha eleitoral de Pedro Taques (PSDB) ao governo de Mato Grosso em 2014. 

Um dos trechos revela quais eram os principais credores do Caixa 2 de Pedro Taques. Juntos eles receberam R$ 2.236,000,00 sem emitir nota fiscal, configurando sonegação fiscal e crime eleitoral.

No vídeo, este trecho da delação foi registrado a partir de 1:14 (veja ao final da página).

O promotor do MPF questionou o delator Alan Malouf, condenado na operação Rêmora, sobre a planilha que registra os nomes dos credores e respectivos valores que foram pagos por meio de Caixa 2.  "Tem uma entrada muito expressiva para a KGM, com a sigla ECY", diz o Promotor. Alan malouf explica em seguida que se trata de Erivelto da City Lar (City Lar) no valor de R$ 736 mil. Erivelto, segundo o empresário, era o responsável por repassar o dinheiro para a KGM Pesquisas, cujo sócio-fundador é o jornalista Kleber Lima. Para o Caldeirão Politico o jornalista negou irregularidades: "A empresa possui CNPJ e eu possuo CPF. A empresa emitiu notas fiscais pelo trabalho de pesquisa que prestou".

Kleber Lima é o fundador do site Hipernotícias, do qual esteve formalmente afastado desde que assumiu como secretário de Comunicação da Prefeitura de Cuiabá na gestão de Mauro Mendes. Lima acabou nomeado por Pedro Taques secretário de Comunicação no Governo de Mato Grosso, cargo do qual foi afastado, depois de ser acusado de assédio moral e sexual. O processo ainda está tramitando.

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Outro que está na planilha de pagamentos por meio de Caixa 2 é o ex-senador e ex-marketeiro do governador Pedro Taques, Antero Paes de Barros, que teria recebido, segundo Alan Malouf, R$700.000,00 por meio de Caixa 2, metade do valor cobrado pelo serviço. Antero é dono do site Preto no Branco.

Na lista ainda estão a agência de publidade FCS (cujo sócio, Gustavo Vandoni, chegou a ser convidado pelo governador para o GCom), que teria recebido R$ 600.000,00. A FCS foi uma das agências vencedoras da licitação de publicidade na gestão tucana de Pedro Taques.

Outra empresa citada pelo delator, a Vetor Pesquisa, de Miriam Braga e Eduardo Stumpp, teria recebido R$ 200.000,00.

Estes eram os maiores credores da campanha eleitoral de Pedro Taques em 2014, que juntos receberam R$ 2.236.000,00 do Caixa 2 de campanha.

 Confira abaixo:

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