Quinta-Feira, 09 de Abril de 2020

Política
Quarta-Feira, 04 de Março de 2020, 19h:45

NAS ENTRELINHAS

Adiamento da eleição suplementar beneficia Carlos Fávaro, que pode assumir mandato tampão

Jô Navarro

Reprodução

Carlos Fávaro

O governador Mauro Mendes citou o gasto da eleição suplementar para senador ( R$ 8 milhões) e o avanço do coronavírus para pedir ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) que seja adiada para outubro, junto com as eleições municipais. A data marcada pelo TRE é 26 de abril.

“O Governo entende não se justificar uma eleição neste momento, uma vez que o cargo não está vago e não há previsão em curto prazo para esta vacância. Apesar da Justiça Eleitoral determinar a cassação da senadora Selma Arruda, ela permanece no exercício de suas funções e não há data prevista para deixa-las”, argumentou o chefe da Casa Civil, Mauro Camargo.

Mas as justificativas do governo não convenceram os pré-candidatos que já estão com o bloco na rua, com convenções marcadas para dar a largada oficial.

Os pré-candidatos leram nas entrelinhas: O adiamento da eleição suplementar favorece uma pessoa, Carlos Fávaro, que empenhou-se - e muito - para cassar o mandato de Selma Arruda e tem a seu favor uma decisão do presidente do STF, Dias Toffoli, para que seja empossado, sem nem sequer ter sido diplomado, até a realização do pleito suplementar. Um mandato tampão bem ao estilo das confusas decisões de Dias Toffoli.

Comentários

Nenhum comentário ainda, seja o primeiro!

LEIA MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO