Quarta-Feira, 17 de Outubro de 2018

Mato Grosso

Segunda-Feira, 08 de Outubro de 2018, 14h:33

FUTURO INCERTO

Os candidatos derrotados nas urnas precisam buscar alternativas à falta de mandato eletivo

Cícero Henrique

Reprodução

Políticos que não foram escolhidos pelos eleitores para serem seus representantes tendem a viver a dificuldade de encontrar novo caminho até as votações em 2020 e 2022

Quando a apuração das 7.mil urnas em Mato Grosso foi concluída, por volta de 22h30 de domingo (7/10), candidatos que cumprem seus mandatos até o final do ano, e outros já sem cargos eletivos desde o dia 7 de abril, que não foram escolhidos pelos mato-grossenses para ocupar outras funções eletivas por mais quatro ou oito anos passaram à posição desconfortável de ter de se reinventar politicamente nos próximos dois ou quatro anos, quando podem ou não voltar à disputa em 2020 e 2022.

A base aliada do governador Pedro Taques (PSDB) talvez seja quem tenha saído mais enfraquecida da votação de domingo. No Senado, passou nenhuma em 2018. Na Câmara, viu sua força ser reduzida.

Além da saída de nomes fortes do grupo eleitoral tucano, como PSD, PP e PDT, o PSDB viu nomes como o presidente estadual do partido, o deputado federal Nilson Leitão não se eleger para o Senado Federal.

O governador Pedro Taques, que teve uma votação muito abaixo da esperada por ele e seus aliados, viu sua dificuldade eleitoral em toda campanha ser agravada pelos escândalos ao governo.

O governador Taques, que também sentiu o efeito eleitoral do Ministério Público Federal (MPF), ficará sem mandato e precisa reorganizar sua base de apoio para não virar um líder esquecido por seus apoiadores. O caminho de Ezequiel Fonseca, que terá de deixar a Câmara Federal em fevereiro de 2019, também é preocupante. Resta ainda ao deputado a presidência estadual do PP. Mas sem cargo eletivo, pode haver tentativas no partido de tomar o poder de Ezequiel Fonseca.

O mesmo pode acontecer com Marco Marrafon. Presidente estadual do PPS, não consegui se eleger e viu o deputado estadual. É provável que haja uma migração de importância e de poder no PPS para as mãos de outras lideranças, com o enfraquecimento de Marrafon à frente do PSB. Mas não é certo.

PSD
Carlos Fávaro saiu fortalecido com uma votação para o Senado, quase tirou a vaga de Jayme Campos(DEM). E não é descartada a possibilidade que participe ou indique aliados para o governo de Mauro Mendes.

Valtenir Pereira(MDB) não conseguiu se reeleger deputado federal. E não terá mandato a partir de 2019. 

Mas, no caso de Valtenir, pode voltar sonhar na eleição para a Prefeitura de Cuiabá. Isso se Mauro Mendes abrir o caminho para ele.

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