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Nacional
Terça-Feira, 19 de Junho de 2018, 20h:05

CÂMARA DOS DEPUTADOS

Deputados e defensores públicos defendem proposta que limita juros do cartão de crédito

Proposta quer limitar os juros cobrados por instituições financeiras ao triplo da taxa Selic

Redação

(Marcello Casal jr/Agência Brasil

Deputados, defensores públicos e empresários defenderam, nesta terça-feira (19), a aprovação da proposta de emenda à Constituição (PEC 160/15) que proíbe que os juros cobrados por instituições financeiras sejam maiores do que o triplo da taxa básica estabelecida pelo Banco Central. Atualmente, a Selic está em 6,5%.

O texto está em análise na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados, mas, segundo a deputada Zenaide Maia (PHS-RN), ainda não foi votado a pedido do então ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.

“Os cartões de crédito cobram até 300%, 400% de juros, ao mês, das famílias brasileiras, enquanto no país de origem deles cobram no máximo 1%. Isso, para usar um eufemismo, é uma extorsão, pois na verdade trata-se de um roubo”, criticou Zenaide, autora da PEC e do requerimento de realização da audiência pública.

Relatora da proposta na CCJ, a deputada Gorete Pereira (PR-CE), também esteve presente e se disse favorável à medida. Desde 2016, o parecer dela, pela aprovação, está pronto para ser apreciado.

O debate de hoje ocorreu em audiência conjunta das comissões de Defesa dos Direitos do Consumidor; e de Defesa dos Direitos da Mulher. Dois dos principais interessados no assunto – o Banco Central e a Associação Brasileira das Empresas de Cartão de Crédito e Serviços – foram convidados, porém não enviaram representantes à audiência.

Superendividamento
A defensora pública Cláudia Carvalho, que atua no Rio Grande do Norte, ressaltou a importância de se limitar os juros. “59% das famílias se encontram hoje na situação de superendividamento. É preciso que o Poder Legislativo crie mecanismos para que o poder público possa exercer efetivamente esse controle e essa regulação no sistema financeiro”, declarou.

Para o defensor público federal Eduardo Queiroz, a existência de uma lei que limite os juros possibilitará uma atuação mais positiva do Poder Judiciário. “Temos de assumir a defesa do consumidor como pauta essencial na luta contra os juros abusivos que a gente vê hoje em dia.”

“É inadmissível pagar juros anuais de 815% no cartão de crédito. Precisamos entancar essa sangria”, acrescentou a empresária Ana Paula Guedes.

Também se manifestaram favoravelmente à aprovação da PEC 160/15 os deputados Chico Lopes (PCdoB-CE); Esperidião Amin (PP-SC); Rafael Motta (PSB-RN); e Flávia Morais (PDT-GO).

Alerta
Já Bernardo Vieira Torres, representante da Secretaria Nacional do Consumidor, adotou uma postura mais crítica em relação à diminuição dos juros por meio de uma lei.

“Quando se limitam os juros, pode haver o que os economistas chamam de escassez de crédito, o que prejudicaria os consumidores”, explicou. “Nós iremos continuar avaliando a PEC e, caso realmente seja benéfica para o consumidor em todos os seus aspectos, não iremos medir esforços para apoiá-la.”

 

 

1 COMENTÁRIO:

O cartão de Crédito a taxa e altíssima e pior e que incorpora o cartão de Crédito no Salário do trabalhador. As Empresas Financeiras de cartões tem um cobrança de mínimo que nunca o Cidadão acaba de pagar a conta (vira um sangue suga no Salário do trabalhador) essa método de cobrar só o mínimo configura como Escravidão humana as Pastorais Brasileiras vivenciam essas ações de dívidas dos trabalhadores rurais que nunca acaba dentro das fazendas e acabam escravizado os trabalhadores rurais e não é diferente do Sistema de cobrança do mínimo se tem um certo valor final a Financiadora tem que cobrar um certo número de parcelas correspondente ao juros e o valor da dívida e não as Financiadoras recebem o mínimo um sistema que Escraviza o Cidadão Trabalhador. Ninguém vê por esse lado de a cobrança de Cartão de Crédito por Mínimo torna o Cidadão Trabalhador Escravidão Financeira por uma dívida que nunca acaba.
enviado por: Antonio Benedito Rodrigues e Silva em 20/06/2018 às 04:32:57
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