Quarta-Feira, 01 de Abril de 2020

Executivo

Sexta-Feira, 21 de Fevereiro de 2020, 10h:56

SEMANA TENSA E DESCONTROLE

Manifestação #AbilioFica, CPI do Paletó, na boca do sapo e agressão a jornalista

E ainda teve a homologação da colaboração premiada de José Riva, que confirmou pagamento de propina para Emanuel Pinheiro

Jô Navarro

Montagem/Caldeirão Político

 Nesta semana o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), subiu o tom das críticas contra os vereadores da oposição, chamando-os de 'medíocres'. Chegou a dizer que o vereador Bussiki teria "feito macumba" e colocado seu nome na boca de um sapo. Para surpresa do prefeito os pais de santo reagiram e ele teve que pedir desculpas para apagar o incêndio que causou neste segmento religioso. O prefeito começa a perceber que não pode controlar tudo.

Abilio Fica

Em uma semana marcada por muita tensão, o prefeito viu o clamor popular da manifestação #AbilioFica na Câmara Municipal já na terça-feira (18). Depois de um final de semana movimentadíssimo nas redes sociais, com clamor contra a cassação política do mandato do vereador Abilio, centenas deixaram as redes sociais e foram em carne e osso protestar na Câmara.

Com cartazes e faixas exigindo #forapaletó #foraemanuel #AbilioFica, o prefeito teve uma pequena amostra do que será a campanha eleitoral este ano e da queda de sua popularidade. De quebra, os vereadores da base do prefeito sentiram o peso da opinião pública e não colocaram em votação o pedido de urgência para votar a cassação do vereador Abilio Junior.

Arquivo pessoal

Protesto #AbilioFica

 

CPI do Paletó

Na quarta-feira (19) o ex-chefe de gabinete Silvio Corrêa, que gravou o 'vídeo do paletó', prestou depoimento na CPI do Paletó, que investiga possível tentativa de obstrução de justiça e quebra de decoro do prefeito Emanuel Pinheiro. Filmado enchendo os bolsos do paletó, Pinheiro alega que o dinheiro era de uma dívida do governador com seu irmão Marco Polo, o Popó.

Na oitiva, Silvio Corrêa reafirmou que o dinheiro no paletó era propina de 50 mil reais paga mensalmente a parlamentares. Também confirmou que a gravação de uma conversa que teve com Alan Zanatta beneficia o prefeito. A gravação foi apreendida pela Polícia Federal na casa de Emanuel Pinheiro durante a Operação Malebolge em 2017. Trocando em miúdos: confirmou pagamento de propina e tentativa de obstrução à justiça.

Violência contra a imprensa

Mais tarde, na quinta-feira (20), a crise veio da Semob, num reflexo do descontrole doa aliados do prefeito, com o diretor Michel Diniz agredindo uma equipe de reportagem da TV Cidade Verde. O motivo da reação agressiva de Diniz é que a reportagem denunciava um veículo da secretaria em situação irregular. A pasta é alvo de ações judiciais e críticas de vereadores e cidadãos, apontada como 'fábrica de multas'. Diniz foi detido pela PM e pouco depois exonerado ao vivo pelo prefeito durante entrevista ao programa Balança MT, da TV Cidade Verde.

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Delação de José Riva
Foi homologada a colaboração premiada do ex-deputado estadual José Riva. Ele entregou 57 caixas com documentos físicos, audios e vídeos. Antes da homologação ele já havia declarado que deputados, inclusive Emanuel Pinheiro, receberam propina do governo para aprovarem matéria do interesse deste. Documentos publicados na última semana mostram planilha com os valores pagos para Emanuel Pinheiro e para o atual presidente do TCE-MT Guilherme Maluf.

Reprodução/Estadão

propina Emanuel Pinheiro

 

 

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