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Terça-Feira, 18 de Junho de 2019, 05h:34

ESTUDO

Servidor público ganha 35% a mais que o privado no Mato Grosso, aponta Banco Mundial

Redação

Reprodução

Instituição aponta que alguns programas de Governo não melhoram quadro e favorecem classe mais abastada. Rever benefícios de servidores e Previdência seriam saídas

Estudo do Banco Mundial sobre o gasto com a folha de pagamento de servidores ativos nos estados. Um dos pontos destacados pela instituição financeira é que, no Mato Grosso, os servidores públicos estaduais ganham, em média, 35% a mais que trabalhadores da iniciativa privada. A comparação feita pelo banco toma como base características semelhantes como gênero, cor, idade, atividade econômica, entre outros.

Essa diferença coloca o Mato Grosso levemente abaixo da média nacional de diferença salarial. No Brasil, o setor público estadual paga, em média, 36% a mais que a iniciativa privada.

Prêmio salarial do setor público
Servidores públicos estaduais de todos os estados brasileiros ganham mais que trabalhadores privados com características semelhantes.

Segundo o estudo – que usa dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio, do IBGE – essa situação é resultado de seguidos anos de aumento da salarial acima da inflação para o funcionalismo.

Em um artigo publicado em 2017, os economistas Gabriel Nemer Tenoury e Naercio Menezes Filho apontam que “prêmio salarial” do servidor público subiu mais nos momentos em que o país registrou os melhores resultados primários.

“O que encontramos é um aumento do prêmio salarial justamente no “período de ouro” da política fiscal, sendo possível que este tenha abastecido aquele. Posteriormente, na deterioração recente, o prêmio não reduziu-se e, inclusive, experimentou um leve aumento”, escreveram.

Em outras palavras, quando há melhora do quadro fiscal, parte desse resultado tende a ser incorporado pelas remunerações do funcionalismo.

Os economistas também olharam para a outra ponta dessa relação: a iniciativa privada. Nessa comparação encontraram coincidências entre o aumento do desemprego e a elevação do prêmio público.

“Faz sentido pensar que, em tempos de desemprego elevado e salários em queda, a maior rigidez salarial no setor público contribua para um aumento da diferença salarial entre aquele e o setor privado”, afirmaram.

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