Terça-Feira, 22 de Outubro de 2019

Estadual
Quarta-Feira, 16 de Janeiro de 2019, 17h:29

MT TEM PRESSA

Conversa com ministro foi "boa", mas decreto de calamidade financeira ainda não foi descartado

Ministro Souza Cruz disse que " vai dar um tratamento de urgência e celeridade nesses assuntos"

Jô Navarro

Assessoria

Ministro Souza Cruz e o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM)

O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, considerou "produtiva' a audiência com o ministro de Governo, general Souza Cruz, na manhã desta quarta-feira (16) no Palácio do Planalto.

Na oportunidade o governador, que estava acompanhado da bancada federal e dos secretários de Estado Mauro Carvalho (Casa Civil), Gilberto Figueiredo (Saúde), Cesar Miranda Lima (Desenvolvimento Econômico) e Rogério Gallo (Fazenda), demonstrou a gravidade financeira pela qual o Estado se encontra e pediu a liberação do Fundo de Apoio a Exportação (FEX).

Entre os fatos apresentados ao ministro está o atraso no pagamento de fornecedores e servidores públicos com restos a pagar na ordem de R$ 3,9 bilhões.

“Mostramos o problema que o Estado está passando e que é extremamente importante essa liberação para que o Estado consiga honrar e cumprir com obrigações básicas junto aos seus fornecedores, para não prejudicar e não comprometer de maneira irreversível o fornecimento de produtos e serviços essenciais à população”, afirmou Mauro Mendes.

O governador informou o ministro Souza Cruz que avalia decretar o estado de calamidade nas finanças públicas estaduais. “Ele compreendeu isso e disse que vai dar um tratamento de urgência e celeridade nesses assuntos”, disse Mauro Mendes.

Infraestrutura

Outro assunto apresentado ao ministro foi a importância do término da obra da BR 163 para o escoamento da safra, por meio do Porto de Miritituba, no Estado do Pará. Também foi abordada outra obra importante para o Estado que é a conclusão do asfalto da BR 158, no trecho de reserva indígena.

Crise financeira

Atualmente, o Estado de Mato Grosso tem restos a pagar com fornecedores e servidores públicos no valor de R$ 3,9 bilhões. Entre os débitos estão serviços médicos e hospitalares, locação de viaturas e fornecimento de alimentação aos reeducandos.

O Estado, por falta de recurso financeiro parcelou o pagamento dos servidores públicos, do salário de dezembro, com quitação prevista para o dia 31 de janeiro, além de não conseguir adquirir novos produtos e serviços, como a compra de medicamentos.

Saúde 

O governador Mauro Mendes e o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, também apresentaram a situação da saúde pública do Estado ao ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

Entre os assuntos abordados o aumento no teto financeiro de média e alta complexidade (Teto MAC), a situação das unidades hospitalares e a realidade de alguns convênios.

“Nós falamos sobre o aumento do Teto Mac, reivindicando uma melhor participação de Mato Grosso. Nós estamos abaixo da media per capita, comparado a outros Estados como Mato Grosso do Sul, Tocantins e Acre. Conversamos também com o ministro sobre a possibilidade de repactuação de PPIs (Programações Pactuadas Integradas), para aumentar as receitas em alguns convênios e programas”, informou Mauro Mendes.

Ainda segundo o governador, foi proposta uma linha de crédito que possa permitir investimento de custeio, “para que possamos enfrentar essa grave crise de pagamento as unidades hospitalares e fornecedores”.

“O ministro demonstrou uma pré-disposição em nos ajudar nessa reorganização, especialmente, na gestão hospitalar. Ele se prontificou em fazer um trabalho piloto no Hospital Metropolitano”, ressaltou, acrescentando que no retorno a Brasília será discutido algumas pactuações que estão em vigor e que estão subsidiadas com informações do ano 2008. “Será uma discussão mais ampla e com boas possibilidades de parcerias”, disse.

(Com informações do Gcom)

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