Quarta-Feira, 23 de Outubro de 2019

Economia
Quinta-Feira, 10 de Outubro de 2019, 12h:03

APÓS OPERAÇÃO TRYPES

Senador busca alternativa política para conflito no garimpo de ouro em Aripuanã

Da Redação

Divulgação/PF

Após a deflagração da Operação Trypes em Aripuanã (MT), que culminou com a desocupação e destruição de toda a estrutura do garimpo clandestino na Serra de Santo Expedito, há uma mobilização na esfera política para tentar garantir a exploração de minério. O prefeito de Aripuanã, Jonas canarinho, decretou estado de emergência social no município depois que cerca de 2 mil garimpeiros expulsos do garimpo ocuparam o centro da cidade.

O senador Wellignton Fagundes (PL-MT) e o presidente da AMM, Neurilan Fraga, sugeriram a apresentação de um projeto de lei para que municípios regularizem terras de forma independente, permitindo que pequenos garimpeiros, cooperativas e associações possam tirar do solo seu sustento, sem prejudicar o trabalho feito por empresas especializadas.

Durante sessão do Congresso Nacional nesta quarta-feira, 9, o senador Wellington Fagundes externou preocupação com a situação de conflito entre garimpeiros e forças federais de segurança na mina de ouro na região de Aripuanã.

No mesmo dia, Wellington solicitou uma audiência junto à diretoria da Agência Nacional de Mineração (ANM), com a presença do prefeito Jonas Canarinho e o presidente da Associação Mato-Grossense dos Municípios, Neurilan Fraga, para dar andamento ao assunto de forma célere. Na ANM, as autoridades pediram auxílio da agência inclusive com uma possível proposta de legislação para fomentar o trabalho do garimpo sustentável, sem prejudicar a oferta de serviços das grandes operadoras da mineração.

Divulgação/PF

dano ambiental garimpo.jpg

 

“A organização, a legislação mais clara e a oportunidade igual certamente reduzem conflitos e diminuem sobremaneira o trabalho irregular ou mesmo ilegal”, afirmou o senador, que é vice-presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Municípios. Wellington ponderou ainda que, no local, existe um grande projeto de mineração, por meio de uma empresa de renome, e que este trabalho será fundamental para desenvolver o Estado e principalmente a região. “Mas temos que garantir que os pequenos tenham oportunidades também”, alertou o senador do PL.

O prefeito Jonas afirmou que a prefeitura reconhece o registro do subsolo como sendo da empresa NEXA, que investiu cerca de R$ 1,5 bilhão. Mas disse ainda que, assim como no conflito semelhante ocorrido em Pontes e Lacerda há alguns anos, é necessário uma “mediação entre garimpeiros, o Governo Federal e a empresa de exploração do solo”. Segundo ele, a prefeitura jamais buscará inviabilizar um empreendimento tão importante, mas a região não pode ser “marcada por crimes e violência”. 

Divulgação/PF

Sobrevoo no garimpo

 

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