Terça-Feira, 18 de Dezembro de 2018

Economia
Sexta-Feira, 28 de Setembro de 2018, 08h:56

CABO DE GUERRA

J&F suspende operação do gasoduto Brasil-Bolívia para pressionar Petrobras

Redação

Divulgação

O grupo J&F está pressionando a Petrobras para retomar o contrato com a Termelétrica Mario Covas, em Cuiabá, para retomada do fornecimento de gás natural da Bolívia.

A Bolívia tem contrato com a Petrobras, mas não com a Termelétrica, que pertence à Âmbar Energia, empresa do grupo J&F. Parte do gás comprado pela estatal brasileira era revendido para a Termelétrica, mas depois do escândalo das denúncias da Lava Jato o contrato foi suspenso.

A GasOcidente Mato Grosso (GOM), também do grupo J&F, detém autorização para operar o gasoduto Brasil-Bolívia, por onde chega o gás natural importado. A GOM comunicou a Agência Nacional do Petróleo (ANP) que vai interromper a atividade por tempo indeterminado e iniciará o procedimento de queima de 5 milhões de m³ de gás parado nos dutos. O valor de mercado deste gás é de cerca de US$ 925 mil – equivalente a R$ 3,9 milhões.

Neste jogo comercial quem perde são as indústrias instaladas em Cuiabá, o setor de postos de combustíveis, reparadores automotivos, taxistas e motoristas de Uber. Sem o fornecimento de gás, terão que utilizar outra fonte de energia e combustível, gerando um prejuízo enorme.

A GOM alega não ter mais interesse na operação do gasoduto. No entanto, a demanda por gás natural na baixada cuiabana é grande, segundo a Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis de Mato Grosso (Sindipetróleo) e da Companhia Mato-grossense de Gás (MT Gás).

(Com informações do Diário de Cuiabá)

 

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