Domingo, 24 de Junho de 2018

Economia
Sexta-Feira, 18 de Maio de 2018, 15h:08

ALTA DOS COMBUSTÍVEIS

Governo Temer começa a buscar alternativa para baixar preço dos combustíveis

O que mais pesa no preço dos combustíveis é a alta incidência do ICMS definido pelos estados.

Redação com Agência Brasil

Divulgação

Os aumentos constantes nos preços dos combustíveis impactam a inflação e geram desgaste político para o governo. Principalmente por estarmos num ano de eleições, o governo Michel Temer começa um movimento para encontrar uma alternativa para baixar o preço.

Hoje (18) o ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, avaliou que o preço "está subindo demais", e revelou que medidas como a redução de impostos já estão em discussão.

"Está subindo demais. Já tinha conversado anteriormente com o presidente [da Petrobras] Pedro Parente. Cheguei até, em determinado momento, a conversar com o presidente do Cade [Conselho Administrativo de Defesa Econômica], porque havia alguma distorção que ninguém entendia e é fundamental que as pessoas entendam".

Segundo o ministro, a Petrobras pratica uma política preços correta, mas é preciso entender que a composição do preço envolve outros fatores. "Então, temos que, juntos, entrar na discussão desses outros fatores, porque a gasolina, e o combustível de modo geral, sobretudo o gás de cozinha, não é um bem conspícuo".

Para o ministro, os impostos são muito elevados e, segundo ele, já está em discussão a possibilidade de reduzir o PIS/Cofins e o ICMS. A discussão sobre o preço dos combustíveis, na visão dele, também deve envolver a Petrobras, pela sua importância como fornecedora.

"É uma questão do governo, mas ela [a Petrobras] como elemento importante e fornecedora de um bem fundamental, tem que dar a sua experiência, contribuição e avaliação da realidade para que possamos ter uma politica de preço que seja justa".

Durante palestra na Associação Comercial do Rio de Janeiro, Moreira Franco também considerou que a carga tributária sobre a energia elétrica no Brasil é "absolutamente extorsiva". "Somos a quinta energia mais cara do mundo, o que é uma coisa muito preocupante. Isso se torna mais preocupante porque o cliente pega a sua conta e não entende como é a composição de preço da energia", disse, citando a cobrança do ICMS.

Cessão Onerosa
O ministro evitou comentar detalhes sobre a discussão em torno do contrato de cessão onerosa de reservas do pré-sal, que está sendo renegociado entre o governo e a Petrobras. Moreira Franco disse que a Petrobras "é credora" na renegociação, que ocorre de forma confidencial.

Em 2010, quando foi firmado o contrato original, a União cedeu à Petrobras o direito de explorar 5 bilhões de barris de petróleo e gás natural, por meio do sistema de exploração cessão onerosa, modelo pelo qual a contratação entre as partes é direta, e não por meio de leilão ou licitação. Em troca, a empresa pagou ao Tesouro Nacional R$ 74,8 bilhões. O governo e a Petrobras discutem agora a revisão desse valor, já previsto no contrato, considerando, por exemplo, variações do dólar e do preço do barril do petróleo.

Energias renováveis
O ministro disse durante a palestra para empresários fluminenses que está em estudo um programa para financiar a instalação de paineis solares em residências e empresas.

Para o ministro, as fontes renováveis poderão contribuir para a queda do preço final do combustível no país. Segundo Moreira Franco, até 2030, os investimentos em energias renováveis no país devem atingir R$ 125 bilhões.

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