Segunda-Feira, 20 de Agosto de 2018

Economia
Segunda-Feira, 06 de Agosto de 2018, 17h:16

CESTA BÁSICA

Cuiabá teve a maior queda no preço da cesta básica em julho

O custo da cesta básica de alimentos caiu em 19 capitais no mês de julho, de acordo com a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Redação com Agências

Reprodução

Conforme os dados divulgados hoje (6), as maiores quedas ocorreram em Cuiabá (-8,67%), São Luís (-6,14%), Brasília (-5,49%), Belém (-5,38%), Rio de Janeiro (-5,32%) e Curitiba (-5,12%). No sentido contrário, aparece Goiânia (0,16%).

Cesta básica x Salário Mínimo

O tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica foi de 86 horas e 43 minutos. Em junho, a jornada necessária foi de 89 horas e 56 minutos. Em julho de 2017, o tempo necessário era de 90 horas e 40 minutos. Portanto, houve diminuição em ambas as comparações.

Quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto referente à Previdência Social, verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu, em julho, 42,84% do salário mínimo líquido para adquirir os mesmos produtos que, em junho, demandavam 44,43% e, em julho de 2017, 44,79%. Nesse caso, também houve queda.

O salário mínimo necessário para manter um família de quatro pessoas no mês de julho deveria ser de R$ 3.674,77

A pesquisa do Dieese revela ainda que, com base nos preços avaliados para a cesta básica, o salário mínimo necessário para manter um família de quatro pessoas no mês de julho deveria ser de R$ 3.674,77, ou 3,85 vezes o salário mínimo nacional (R$ 954). Em junho, a estimativa foi de R$ 3.804,06, ou 3,99 vezes o piso mínimo do país. Em julho do ano passado, o mínimo necessário era equivalente a R$ 3.810,36, ou 4,07 vezes o salário mínimo nacional de então, correspondente a R$ 937.

Preços

Segundo a pesquisa, a cesta mais cara foi a de São Paulo (R$ 437,42), seguida pelas de Porto Alegre (R$ 435,02) e do Rio de Janeiro (R$ 421,89). Os menores valores médios foram constatados em Salvador (R$ 321,62), São Luís (R$ 336,67) e Natal (R$ 341,09).

Quando observados os preços entre julho de 2017 e 2018, os valores médios caíram em todas as cidades, com destaque para Salvador (-9,98%), São Luís (-8,41%) e Belém (-7,09%). Na avaliação do valor acumulado de janeiro a julho deste ano, o resultado só foi negativo em Florianópolis (-0,80%) – nas demais capitais pesquisadas, houve variação de 0,46%, em Belo Horizonte, e de 5,51%, em Vitória.

Conforme o levantamento, de junho a julho, aumentaram os preços do leite integral, da farinha de trigo, do pão francês e do arroz agulhinha. No caso do leite integral, as altas variaram entre 3,75% e 19,84%. A farinha de trigo teve alta em todas as capitais e ficou entre 1,19% e 8,50%. O valor médio do pão francês subiu em 16 cidades, com variações entre 4,53% e 3,84%. Já o valor médio do arroz agulhinha subiu em 15 cidades (entre 0,38% e 5,40%)

As reduções foram observadas no tomate, na batata, banana e carne bovina de primeira. O preço do tomate caiu em todas as cidades. As quedas mais expressivas foram em Cuiabá (-51,02%), Brasília (-30%) e Rio de Janeiro (-29,45%). Em 12 meses, apenas Manaus (7,69%) e Recife (0,26%) registraram elevação. O aumento da temperatura amadureceu o fruto e elevou a oferta, fazendo o preço cair no varejo.
O preço da batata variou entre -40,76% e -4,03%, em todas as cidades onde foi feita a pesquisa (região centro-sul). A queda de preço da batata ficou entre -40,76% em Cuiabá, e -4,03%, em Goiânia. Em 12 meses, com exceção de Florianópolis (-2,47%), todas as cidades mostraram elevação, sendo que a mais expressiva ocorreu em Belo Horizonte (32,20%). A maior oferta, devido aos resultados da colheita, reduziu o preço no varejo.

O preço da banana prata e nanica caiu em 19 capitais, de -14,52% em Salvador a -0,48% em Florianópolis. A única alta ocorreu em Brasília (0,9%). Em 12 meses, houve queda em 16 cidades, sendo a mais expressiva em Salvador (-27,24%). Quatro cidades tiveram elevação no valor, com destaque para Manaus (8,49%). O aumento da oferta, principalmente da banana prata, diminuiu o preço médio no varejo.

A cesta básica diminuiu em 19 capitais, com as reduções mais expressivas em:

1-Cuiabá (-8,67%)
2-São Luís (-6,14%)
3-Brasília (-5,49%)
4-Belém (-5,38%)
5-Rio de Janeiro (-5,32%)
6-Curitiba (-5,12%)

As cestas mais caras foram em:

1-São Paulo (R$ 437,42)
2-Porto Alegre (R$ 435,02)
3-Rio de Janeiro (R$ 421,89)

Os menores valores foram:

1-Salvador (R$ 321,62)
2-São Luís (R$ 336,67)
3-Natal (R$ 341,09)

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