Quarta-Feira, 21 de Agosto de 2019

Economia
Domingo, 10 de Fevereiro de 2019, 19h:17

ENERGIA ELÉTRICA

Brasil pode ter que importar energia da Argentina e Uruguai, alerta Comitê de Monitoramento

Aumento da atividade econômica, aliada ao forte calor neste verão, aumentaram a demanda de energia no País

Redação

Reprodução

O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) se reuniu na última sexta-feira, 8, de forma extraordinária, para avaliar as condições de suprimento energético.

Tendo em vista os atuais armazenamentos dos reservatórios equivalentes das usinas hidrelétricas do País e as previsões meteorológicas para os próximos dias, o Comitê decidiu pelo despacho do parque termelétrico em valores superiores aos indicados pelos modelos computacionais do setor. Assim, decidiu-se por despachar as usinas termelétricas até o limite de Custo Variável Unitário – CVU de R$ 588,75/MWh nos subsistemas Sudeste-Centro-Oeste e Sul, o que foi iniciadono dia 9 de fevereiro de 2019.

Adicionalmente, o CMSE deliberou que o Operador do Sistema deve considerar a oferta de importação de energia do Uruguai e Argentina como recurso adicional, mantendo a geração de usinas termelétricas, de acordo com o § 13, do art. 1º da Portaria MME nº 339/2018, a partir de 9 de fevereiro de 2019.

O Comitê reiterou a garantia do suprimento no ano de 2019 e destacou que há recursos energéticos disponíveis, inclusive além dos montantes já despachados de usinas termelétricas.

O CMSE informa que permanecerá acompanhando permanentemente as condições de suprimento do Sistema Elétrico Brasileiro, principalmente no que se refere ao nível dos reservatórios, e as condições de atendimento serão reavaliadas semanalmente.

Crescimento da economia aumenta a demanda

Segundo o diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Luiz Eduardo Barata, o sistema está preparado para a alta da demanda de energia ao Sistema Interligado Nacional (SIN). 

“Nossas avaliações são de que a taxa de crescimento da carga, que é consequência do comportamento do PIB [Produto Interno Bruto, soma de todos os bens e serviços produzidos em um determinado período] e também da [elevada] temperatura, deverá ser de 3,8% agora em 2019”, disse Barata, citando projeções da EPE.

“Mesmo que o crescimento seja superior a esse percentual, não deveremos encontrar problemas de abastecimento.” Barata ressaltou que, se o crescimento do PIB for maior, com o consequente aumento aumento da carga, será preciso "revisar o planejamento para os próximos anos”.

Para Luiz Eduardo Barata, neste momento, não há nenhuma luz amarela acesa. “Estamos avaliando e, se houver degeneração grande dos reservatórios, obviamente, vamos alertar o Comitê de Monitoramento, mas, por enquanto, está tudo sob controle.”

(Da Redação com informações da ONS e Agência Brasil)

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