Sexta-Feira, 21 de Setembro de 2018

Economia
Sexta-Feira, 29 de Junho de 2018, 17h:28

PASSAGENS MAIS CARAS

ANAC confirma: passagens aéreas ficaram mais caras em todas as regiões

Para Anac, redução do preço das passagens após cobrança por despacho de bagagens pode demorar até 5 anos

Redação

Jô Navarro/Caldeirão News

A tarifa aérea média doméstica real (atualizada pela inflação) fechou o primeiro trimestre de 2018 em R$ 361,03, configurando uma alta de 7,9% em relação ao mesmo período do ano passado (R$ 334,49). O valor apurado entre janeiro e março de 2017, no fim de um período de 19 meses consecutivos de retração da demanda por transporte aéreo, havia sido o menor já registrado para um primeiro trimestre na série histórica iniciada em 2002.

Em relação ao primeiro trimestre de 2017, entre janeiro e março de 2018, a taxa de câmbio média subiu 3,2% e o preço médio do querosene de aviação acumulou alta de 18,5%. A taxa de câmbio exerce forte influência sobre os custos de combustível, arrendamento, manutenção e seguro de aeronaves que, em conjunto, representaram 49,6%, metade dos custos e despesas dos serviços aéreos públicos das empresas brasileiras no primeiro trimestre de 2018. Já o preço do querosene de aviação, que correspondeu a 31,4% dos custos e despesas dos serviços de transporte aéreo prestados no período, oscilou entre R$ 1,84 e R$ 1,93 por litro nas médias mensais. O indicador assumiu uma trajetória ascendente, encerrando o primeiro trimestre de 2018 com valor de R$ 1,88 por litro, ante um preço médio de R$ 1,58 por litro no mesmo período de 2017.

A demanda por transporte aéreo doméstico, medida em passageiros quilômetros pagos transportados (RPK), apresentou alta de 3,4% no 1º trimestre de 2018 em relação ao mesmo período do ano anterior.

O valor da tarifa aérea registrado na ANAC corresponde à remuneração dos serviços de transporte aéreo público e não contempla o valor da tarifa de embarque e nem o valor de serviços opcionais. Não são passíveis de registro os dados das passagens comercializadas sob condições especiais, tais como programas de fidelização de clientes, tarifas corporativas, pacotes turísticos, tarifas para grupos de passageiros, gratuidades, tarifas para empregados e crianças.

Antes de sua publicação, os dados são submetidos à fiscalização da ANAC com vistas a verificar a sua consistência e tempestividade. Em caso de infração, a empresa está sujeita a processo administrativo que pode resultar na aplicação de penalidades administrativas.

Cobrança por despacho de bagagem

Os técnicos da Anac também afirmaram que ainda não é possível saber como a autorização para que as empresas aéreas passassem a cobrar pela bagagem despachada em voos nacionais vai, de fato, impactar o preço final das passagens. De acordo com Reis e com o superintendente de Acompanhamento de Serviços Aéreos da Anac, Ricardo Catanant, a avaliação do real efeito das mudanças nas regras na franquia de bagagem pode levar até cinco anos. A informação é da Agência Brasil.

A autorização para que as empresas passassem a cobrar pelos itens despachados em voos domésticos foi aprovada pela Anac em dezembro de 2016 e passou a vigorar em junho de 2017, após questionamentos na Justiça. A suspeita de que os preços não caíram motivou o Tribunal de Contas da União (TCU) a instalar uma auditoria para verificar os reais efeitos da medida.

Lucro das empresas

O relatório da Anac aponta ainda que "as demonstrações contábeis anuais das cinco principais empresas brasileiras de transporte aéreo público de passageiro, carga e mala postal (Gol, Latam, Azul, Avianca e Latam Cargo) registraram lucro de R$ 413,7 milhões em 2017, correspondente a uma margem líquida positiva de 1,1%, conforme dados divulgados pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) nesta sexta-feira (29/6). Foi o primeiro resultado positivo desde 2010. Em 2016, o prejuízo apurado por essas aéreas brasileiras havia superado o montante de R$ 1,6 bilhão, com margem líquida negativa de 4,8%."

A cobrança por despacho de bagagens representa 1,1% do lucro em 2017, que equivale a R$ 4,5507 milhões.

Comentários

Nenhum comentário ainda, seja o primeiro!

LEIA MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO