Terça-Feira, 23 de Outubro de 2018

Agronegócio
Quarta-Feira, 06 de Junho de 2018, 10h:20

NOVO CABO DE GUERRA

Caminhoneiros já ameaçam nova greve se tabela de fretes for alterada

Caminhoneiros já ameaçam nova greve se tabela de fretes for alterada

Redação com Agências

Reprodução

Blairo Maggi deve voltar para o Senado Federal

Representantes do agronegócio decidiram se queixar para o ministro da Agricultura e Pecuária Blairo Maggi sobre a tabela mínima de frete acordada entre o governo Temer e lideranças dos caminhoneiros.

Considerada fundamental pelos caminhoneiros que pararam o Brasil, levando o caos à economia e abastecimento, a tabela será revista, segundo o ministro dos Transportes, Valter Casimiro, e Blairo Maggi. Para os ruralistas, a tabela implica no aumento de 150% nos custos do frete.

Para Maggi, que também é megaprodutor de soja, os cálculos para elaboração da tabela pema Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) foram "muito corridos" e serão revistos hoje (6).

Segundo o presidente da Aprosoja-MT, Antonio Galvan, a tabela de fretes já está dificultando a comercialização de grãos. O que se entrevê é uma 'greve branca', com produtores evitando negociar os grãos, impactando a economia e forçando a revisão da tabela.

Resta saber se os caminhoneiros vão aceitar a alteração da tabela que entrou em vigor no dia 30 de maio por meio de uma medida provisória. Há em tela todos os ingredientes para um novo 'cabo-de-guerra' entre produtores e caminhoneiros, com o governo Temer numa posição delicada e incômoda.

Se essa tabela cair, vai ter uma greve pior que a última. E aí não vai ter negociação, pois eles vão querer provar para o mundo que são fortes, vai ser uma grande revolta”, diz Ivar Luiz Schmidt, representante do Comando Nacional do Transporte (CNT).

“Não vejo coisa muito boa vindo pela frente, mas vamos lutar para encontrar um meio-termo para ambas as partes”, afirma o presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), José Fonseca Lopes, que esteve à frente das negociações com o governo na greve encerrada na semana passada.

“Hoje, não existe categoria mais massacrada que o caminhoneiro. Há 30 anos esse profissional vem sendo explorado”, diz Schmidt, do CNT.

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