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Terça-Feira, 21 de Novembro de 2017, 09h:31

CINEMA

A Comédia Divina, de Toni Venturi, tem pré-estreia em Cuiabá

Cena de A Comédia Divina, de Toni Venturi

A Comédia Divina, de Toni Venturi, tem pré-estreia em Cuiabá nesta quarta-feira (22), às 20h, no Cine Teatro Cuiabá. A exibição contará com a presença do diretor, que é um dos consultores do MTLab, e tem entrada gratuita. 

Em busca de novos desafios, Venturi faz a sua estreia na comédia, uma sátira livremente baseada no conto A Igreja do Diabo, do grande autor realista brasileiro, Machado de Assis. O roteiro é assinado por José Roberto Torero, Marcus Aurelius Pimenta, Caroline Fioratti e o próprio diretor.

Documentarista e diretor de dramas densos, desta vez Venturi traz para as telas temas de relevância social usando a ironia e a leveza que tem no humano seu centro narrativo. Nesse longa é possível ver as hipocrisias do Brasil atual, porém de forma bem-humorada.

Desacreditado no imaginário das pessoas e preocupado com seu decrescente market share, o Diabo resolve vir a terra fundar sua própria igreja onde tudo o que é proibido passa a ser permitido. O ser humano é estimulado a liberar seus instintos primais e realizar suas fantasias reprimidas. O pecado não é a gula, mas a fome. A inveja é a essência da concorrência e o que faz a humanidade progredir. 

Usando a televisão para propagar a chegada da nova religião, Satanás instala a desordem e o mundo vira um caos de delícias e confusões. A adesão à nova doutrina preocupa anjos, religiosos e carolas, mas Deus, de quem se espera uma reação espetacular, não se importa com a queda de preferência. Pelo contrário, só pensa em seus joguinhos de azar para driblar o tédio celestial. O mundo está perdido? O homem vai entregar-se definitivamente às tentações do Capeta?

Já o Diabo, interpretado por Murilo Rosa, com características propositadamente humanas, vira uma celebridade no mundo ao mesmo tempo em que sofre para compreender as contradições do ser humano. Ao pregar práticas (pecados) que no fundo todos querem ouvir – que a luxúria nada mais é que o amor ao próximo, assim como em cada pecado, um novo contorno é construído – temos a crítica à sociedade do espetáculo, ao proselitismo vazio das religiões e o poder da mídia.

O elenco conta com Monica Iozzi, Juliana Alves, Thiago Mendonça, Dalton Vigh, Murilo Rosa e Zesé Motta. Murilo interpreta o diabo. Com características propositadamente humanas, ele vira uma celebridade no mundo ao mesmo tempo em que sofre para compreender as contradições do ser humano. Ao pregar práticas (pecados) que, no fundo, todos querem ouvir – que a luxúria nada mais é que o amor ao próximo, assim como em cada pecado, um novo contorno é construído – temos a crítica à sociedade do espetáculo, ao proselitismo vazio das religiões e o poder da mídia. 

Já Deus, que na forma convencional que atravessa séculos de história da arte é um velhinho branco de olhos e barbas claras, ganha vida na interpretação da atriz Zezé Motta. Ao apresentar Deus na pele de uma mulher negra referência no cinema nacional, o diretor faz uma homenagem às mulheres afro-brasileiras e cutuca a sociedade que segue propagando em pleno século XXI uma imagem una de Deus.

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