Sábado, 07 de Dezembro de 2019

Cidades
Quarta-Feira, 04 de Dezembro de 2019, 06h:46

OPERAÇÃO YBIRÁ

PF prende indígenas e madeireiros que retiravam aroeira da Terra Indígena Sararé

Redação

Divulgação/PF

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira, 04/12, uma operação para combater a ação de uma Organização Criminosa que atuava no processo de extração ilegal de aroeira na região da Terra Indígena Sararé que fica localizada no município de Conquista D’Oeste-MT, a cerca de 538 km de Cuiabá/MT.

A investigação apontou a participação de lideranças indígenas na estrutura da organização, uma vez que os índios envolvidos permitiam a exploração da reserva em troca de pagamentos periódicos ou outros benefícios.

Divulgação/PF

TI Sararé

 



Cerca de 65 Policiais Federais cumprem 25 ordens judiciais expedidos pela Justiça Federal de Cáceres-MT dentre as quais constam 12 mandados de prisão e 13 mandados de busca e apreensão nas cidades de Nova Lacerda/MT e Conquista D’Oeste/MT. Na operação estão sendo presos indígenas, madeireiros e uma grande propriedade rural está sendo arrestada (apreendida judicialmente) por ter adquirida madeira oriunda da reserva indígena.

A investigação, que teve auxílio relevante da PRF, teve início no ano de 2017, a partir de uma prisão em flagrante realizada em uma ação de fiscalização de Terra Indígena. Tais fiscalizações visavam coibir a prática de crimes ambientais no interior das reservas e são coordenadas pela FUNAI, contando com o apoio do IBAMA e de forças policiais.

O foco da exploração ambiental investigada na operação foi a extração da aroeira, espécie que tem o corte proibido em floresta primária desde 1991 por uma portaria normativa expedida pelo IBAMA. Os presos estão sendo conduzidos para a Delegacia de Polícia Federal em Cáceres onde serão ouvidos e encaminhados à cadeia local permanecendo à disposição da Justiça.

Divulgação/PF

Corte de aroeira

 



No período da investigação foi realizada uma das apreensões foram apreendidas mais de 1200 lascas de aroeira avaliadas em mais de 50 mil reais. A operação visa também identificar outras pessoas responsáveis pela aquisição da aroeira, as quais serão indiciadas pelo crime ambiental e pela organização criminosa, bem como os imóveis serão apreendidos para ressarcimento ambiental.

O nome da Operação faz menção ao significado das palavras “árvore, tronco, madeira” no dialeto tupi.

 

Divulgação/PF

Corte de Aroeira

 

 

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