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Cidades
Terça-Feira, 24 de Março de 2020, 14h:39

OPERAÇÃO FAROESTE

PF prende desembargadora, dois advogados e cumpre mandado em Rondonópolis

Produtor rural representante da Bom Jesus Agropecuária pagou R$ 250 mil a desembargadora baiana por meio de advogados, segundo a PF

Redação

Reprodução

Polícia Federal

A Polícia Federal deflagrou, hoje 24/03, atendendo à decisão do Superior Tribunal de Justiça - STJ, a quinta fase da Operação Faroeste cujo objetivo é a desarticulação de possível esquema criminoso voltado à venda de decisões judiciais, por juízes e desembargadores, do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia. Os crimes investigados, além de corrupção ativa e passiva, são lavagem de ativos, evasão de divisas, organização criminosa e tráfico influência.

Na manhã de hoje foram cumpridos oito Mandados de Busca e Apreensão nas cidades de Salvador/BA, Mata de São João/BA e Rondonópolis/MT, bem como Mandados de Prisão Temporária em desfavor da Desembargadora Sandra Inês Moraes Rusciolelli Azevedo do TJ-BA e a afastou do cargo pelo período de um ano.  Dois advogados também foram presos, sendo um deles filho e operador financeiro da citada autoridade judiciária.

Na decisão que autorizou prisão e afastamento, o ministro do Superior Tribunal de Justiça Og Fernandes, relator da Operação Faroeste, destacou que ação controlada da Policia Federal e gravações demonstram que a desembargadora recebeu R$ 250 mil de propina para dar decisão favorável a uma empresa. Segundo o ministro, o dinheiro foi recebido por meio do filho dela, Vasco Rusciolelli Azevedo.

A PF gravou conversas sobre entrega, a própria entrega, além de recolher valores na casa da desembargadora, recebidos com a promessa de, em troca, Ela dar voto favorável a uma empresa.

Segundo o ministro, a desembargadora Sandra Inês continuou a cometer crimes mesmo após o desenrolar das investigações da Operação Faroeste.

Mato Grosso

Segundo a PF, o produtor rural Nelson Vigolo, representante da Bom Jesus Agropecuária, repassou R$ 250 mil ao advogado Vanderlei Chilante, que repassou o montante ao advogado Júlio Ferreira, em Rondonópolis (212 km ao Sul de Cuiabá). Após receber a quantia, ele viajou a Salvador (BA) e entregou o dinheiro a Vasco Azevedo advogado e filho da desembargadora.

Júlio Ferreira repassou o dinheiro em um motel baiano ao filho da desembargadora, o qual, em seguida, o repassou, no interior de uma universidade para sua companheira que, livrando-se da mochila que recebeu, levou o dinheiro para residência de sua mãe.

A PF encontrou R$ 208.800,00 no interior do veículo Jaguar, R$ 15.100,00 com um funcionário da desembargadora no momento em que deixava a garagem do prédio e, R$ 35 mil encontrados em um dos quartos da uresidência da magistrada.

Para os investigadores, o dinheiro era parte de um esquema para comprar o voto da desembargadora em julgamento realizado em janeiro, que beneficiaria o produtor rural. (Com informações do site O Antagonista)

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