Terça-Feira, 20 de Novembro de 2018

Cidades
Quarta-Feira, 24 de Outubro de 2018, 12h:59

FALSO TESTEMUNHO

Jovem marcou suástica no próprio corpo, afirma polícia

Caso teve grande repercussão nas redes sociais por apoiadores de Haddad, que associaram suposto ataque a obra de "bolsonarianos"

Jô Navarro

Arquivo pessoal

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul concluiu que os cortes em forma de suástica feitos em uma jovem que disse ter sido atacada na rua, há duas semanas, em Porto Alegre, é um caso de “autolesão”, noticia o Estadão nesta quarta-feira (24).

O laudo técnico da Polícia Civil conclui que o laudo pericial não encontrou sinais de autodefesa e a inscrição foi "superficial", em região do corpo acessível às mãos da própria vítima.

De acordo com o delegado Paulo César Caldas Jardim, responsável pelas investigações do caso, disse que a jovem faz tratamento psiquiátrico e toma diversos remédios. “É uma fragilidade emocional”, acrescentou. O procedimento será encaminhando hoje para a Justiça e a pena por falsa comunicação de crime pode variar entre 6 meses a 1 ano de detenção.

Durante a ocorrência, ela vestia uma camiseta com críticas ao presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) que tem como slogan “Ele não”. “O fato aconteceu numa segunda-feira e ela registrou o depoimento na terça-feira, porque uma amiga queria colocar a imagem no Facebook e precisava registrar o boletim policial para esquentar o fato”, afirmou o delegado.

Segundo Jardim, a jovem chegou acompanhada por mais de dois advogados e não queria depor ou fazer uma representação criminal. “Continuei a diligência para ver se havia outros tipos penais, e fizemos uma serie de investigações”, disse.

O laudo do Instituto Geral de Perícias (IGP) do estado aponta lesões superficiais, contínuas, uniformes e sem profundidade. De acordo com a perícia, a jovem não apresentou reações sequer involuntárias esperadas como estímulos naturais a uma agressão.

O caso foi registrado em Porto Alegre no dia 8 de setembro, logo após o primeiro turno das eleições, por uma jovem de 19 anos, que alegou ter sido atacada por três homens por ter adesivos LGBT colados na mochila. Quatro dias depois ela desistiu da ação alegando "questões emocionais".

A ocorrência teve grande repercussão nas redes sociais por apoiadores de Haddad e por Manuela D'Ávila, candidata a vice-ce presidente, que associaram o suposto ataque a 'bolsonarianos'

Reprodução/Laudo/PJC-RS

laudo

 

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