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Quarta-Feira, 06 de Fevereiro de 2019, 07h:21

CUIABÁ

Feirantes pedem apoio de vereadores para alterar projeto da prefeitura que muda instalações

Atualmente, atuam 452 feirantes na Capital, mas o projeto atenderia somente 249

Redação

Reprodução

Representantes da Associação de Feirantes (Assof) e do Sindicato dos Feirantes Ambulantes de Cuiabá e Várzea Grande (Sindi Feirantes) estiveram na sessão da Câmara Legislativa dessa terça-feira (05-02), com o propósito de buscar apoio dos parlamentares diante do projeto da Prefeitura de Cuiabá que visa mudar a distribuição dos lotes das feiras da cidade.

Os vereadores Abilio Junior (PSC), Felipe Wellaton (PV), Diego Guimarães (PP) e Dilemário Alencar (Pros) manifestaram apoio imediato à causa, participando da reunião realizada posterior à sessão entre os feirantes e a Presidência da Casa Legislativa.

Segundo o presidente da Assof, Mario Carreiro dos Santos, o projeto proposto pela Prefeitura seria em cumprimento de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) do Ministério Público, diante de denúncias de falta de estrutura e organização das feiras em Cuiabá. Contudo, reclamou o representante, o projeto pretendido pela Prefeitura não atenderia a todos os feirantes. Inicialmente, a mudança seria na Feira do CPA II, realizada aos domingos, na Avenida Brasil.

De acordo com Mario, atualmente, atuam 452 feirantes na Capital. Porém, o projeto atenderia somente 249. “Quase metade de nós ficará sem ter espaço para trabalhar com esse projeto”, explicou. O presidente salientou ainda outro problema que afeta a classe. “Hoje tem um grupo privado que ‘tá’ lucrando com o nosso trabalho. O que queremos que isso mude. Que o fundo arrecado não vá para o bolso dessas pessoas, mas, sim, seja revertido em benefícios para todos nós feirantes e dos nossos clientes”, disse Mario, sobre o pagamento feito pelo feirante de uma taxa de R$ 5,00 por cada lote que possui.

Diante de toda celeuma, ficou agendada uma nova reunião para ajustamento do projeto e sua execução. “Queremos que a Prefeitura nos ouça. Dê voz às nossas questões e necessidades. Não podemos ficar prejudicados e com o projeto como ‘tá’ apresentado afeta diretamente no nosso ganha pão”, disse Mario.

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