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Brasil

Terça-Feira, 13 de Setembro de 2016, 08h:56

OPERAÇÃO ACRÔNIMO

Nova fase da operação Acrônimo mira sobrinho do governador de Minas

Redação com agências

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira a 7ª fase da Operação Acrônimo, tendo como alvo principal um sobrinho do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT).

O sobrinho do governador Felipe Torres é sócio de Pimentel numa rede do restaurante Madero, especializada em hambúrgueres gourmet, em um shopping na cidade de Piracicaba, interior de São Paulo e foi alvo de condução coercitiva. Além disso, houve busca e apreensão em seus endereços.

Segundo a Folha, o sobrinho de Pimentel é suspeito de ter recebido propina da montadora Caoa, em troca de intervenções feitas pelo petista no Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior em favor da empresa. A investigação aponta que o dinheiro teria sido usado por Torres para abrir uma hamburgueria do qual seu tio é sócio oculto.

Ao todo, são cumpridos dois mandados de condução coercitiva no DF, PR e SP, sendo o segundo contra o empresário Sebastião Dutra, da empresa Color Print. A suspeita é de que ele teria omitido notas fiscais falsas para uma empresa que fez obras no restaurante e para a campanha de Pimentel.

A ação foi autorizada pelo ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Herman Benjamin, relator da Acrônimo no tribunal.

A Operação Acrônimo foi instaurada para investigar possíveis esquemas ilegais que visavam beneficiar campanha do então candidato do PT ao governo de Minas Gerais, Fernando Pimentel, em 2014. Ele foi indiciado pela PF, ao governo de Minas Gerais sob suspeita de corrupção passiva, tráfico de influência, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

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